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DIAGNÓSTICO

Os exames que detectam a hipertensão pulmonar são: eletrocardiograma (ECG); raio X de tórax, que pode demonstrar evidências de cardiomegalia e artérias pulmonares aumentadas; e ecocardiograma Doppler. Entretanto, o exame definitivo para confirmar o diagnóstico é o cateterismo do coração direito, que permite avaliar a gravidade da deterioração hemodinâmica e testar a vasoreatividade da circulação pulmonar.

Uma vez diagnosticada, a HAP normalmente é classificada de acordo com um sistema de classe funcional inicialmente elaborado pela New York Heart Association (NYHA) para a Insuficiência Cardíaca Crônica, e posteriormente adaptada para a HAP pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa classe funcional mede a gravidade da HAP e reflete o impacto sobre a vida do paciente em termos de atividade física e sintomas. Existem quatro classes, sendo a classe I a menos grave e a classe IV a mais avançada (Tabela 1).1

Tabela 1. Classificação da NYHA/OMS do Status Funcional de Pacientes com Hipertensão Pulmonar2

Classe

Perfil sintomático

Classe I

Pacientes com hipertensão pulmonar, mas sem limitação resultante da atividade física. Atividade física comum não causa dispnéia ou fadiga, dor no peito ou quase-síncope.

Classe II

Pacientes com hipertensão pulmonar resultando em limitação leve da atividade física. Os pacientes ficam confortáveis no repouso. Atividade física comum causa dispnéia ou fadiga indevida, dor no peito ou quase-síncope.

Classe III

Pacientes com hipertensão pulmonar resultando em marcada limitação da atividade física. Os pacientes ficam confortáveis no repouso. Atividades menores que as atividades comuns causam dispnéia ou fadiga indevida, dor no peito ou quase-síncope.

Classe IV

Pacientes com hipertensão pulmonar com inabilidade para realizar qualquer atividade física sem sintomas. Esses pacientes manifestam sinais de falência do coração direito. Dispnéia e/ou fadiga podem mesmo estar presentes no repouso. O desconforto é aumentado por qualquer atividade física.

 

Referências

1 Gaine SP, Rubin LJ. Primary Pulmonary Hypertension. Lancet 1998; 352: 719-25.

2 Galiè N, Ghofrani HA, Torbicki A et al. Sildenafil citrate therapy for pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med 2005; 353: 2148-57.